Monday, July 7, 2014

                                                            8° ANO


        8° ANO


Leia a música abaixo:

“Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.
É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal.
Não sente inveja ou se envaidece.”
Fonte: http://vagalume.uol.com.br/legiao-urbana/monte-castelo.html - Acesso em: 21/05/2008.

1. A expressão “se envaidece”, destacada no fragmento acima, refere-se:

a) Aos homens.
b) Aos anjos.
c) Ao amor.
d) Ao mal.

Leia o texto abaixo:

Por que a ida é sempre mais demorada que a volta?
Essa sensação acontece com todo mundo que viaja – desde que tenham sido feitos
trajetos idênticos, na mesma velocidade, em sentidos opostos. Isso porque o nosso cronômetro
interno não funciona com perfeita regularidade e muitas vezes engana a noção
de tempo. As estruturas neurais que controlam a percepção temporal estão localizadas
na mesma área do cérebro que comanda a nossa concentração.
Isso significa que, se a maior parte dessa área estiver voltada a prestar atenção no
caminho, nas placas e na paisagem, não conseguimos nos concentrar no controle de
tempo. E aí não saberemos quanto tempo, de fato, a viagem levou. Na ida, a descoberta
de novos lugares influi na percepção de distância, e achamos que estamos demorando
mais. Nossa preocupação é: “Quando vamos chegar?” Na volta, com o caminho já

Anos Finais do Ensino Fundamental -
Prova Brasil -
2009
conhecido,
a concentração se dispersa e a percepção de tempo é alterada para menos,
dando a impressão que o trajeto passou mais depressa.
   
Rafael Tonon
Fonte: Revista Superinteressante - Edição 241 - Julho de 2007, pág. 50.

2. O texto acima permite concluir que a sensação de que a ida é sempre mais demorada que a volta, se deve:

a) À distância existente entre o ponto de saída e o ponto de chegada.
b) Ao tempo gasto no trajeto.
c) À concentração que não se situa na mesma área cerebral da percepção de tempo.
d) Ao funcionamento irregular do “cronômetro interno” dos seres humanos.

Leia o texto abaixo:

Cinzas na Amazônia

Agosto marca o início tradicional das queimadas na Amazônia Legal. Mas os primeiros
dias deste mês foram preocupantes. O número de focos de fogo na região é 40%
maior que em 2006. “Acendemos o sinal amarelo”, diz o pesquisador Alberto Setzer,
do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). É cedo para soar o alarme, mas
o temor é que, se a estiagem que atinge a região continuar, os próximos meses sejam
enfumaçados. Há outros dois motivos de inquietação. Os focos atuais se concentram
no norte de Mato Grosso, sul do Pará e leste do Tocantins, todos com forte atividade
agrícola. E todas as reservas florestais nacionais registraram casos de incêndio.
Fonte: Revista Superinteressante. nº 482, 13 de agosto de 2007.


3. De acordo com o texto anterior, pode-se inferir que:
a) As queimadas na Amazônia Legal ocorrem com maior freqüência antes do
mês de agosto.
b) Se a frase na linha 3 “acendemos o sinal amarelo” for alterada para “ o sinal
amarelo será acendido”, não haverá mudança no sentido do texto.
c) O clima seco auxilia na propagação dos focos de incêndio.
d) Os focos de incêndio podem apresentar riscos às florestas brasileiras



                                 


                                                          Tatuagem     (7° ano)              

Enfermeira inglesa de 78 anos manda tatuar mensagem no peito pedindo para
não proceder a manobras de ressuscitação em caso de parada cardíaca.
(Mundo Online, 4, fev., 2003)

Ela não era enfermeira (era secretária), não era inglesa (era brasileira) e não tinha 78 anos, mas sim 42; bela mulher, muito conservada. Mesmo assim, decidiu fazer a mesma coisa. Foi procurar um  tatuador, com o recorte da notícia. O homem não comentou: perguntou apenas o que era para ser tatuado.
– É bom você anotar – disse ela – porque não será uma mensagem tão curta como essa da inglesa.
Ele apanhou um caderno e um lápis e dispôs-se a anotar.
– “Em caso de que eu tenha uma parada cardíaca” – ditou ela –, “favor não proceder à ressuscitação”.
Uma pausa, e ela continuou:
– “E não procedam à ressuscitação, porque não vale a pena. A vida é cruel, o mundo está cheio de ingratos.”
Ele continuou escrevendo, sem dizer nada. Era pago para tatuar, e quanto mais tatuasse, mais ganharia.
Ela continuou falando.(...). Àquela altura o tatuador, homem vivido, já tinha adivinhado como terminaria a história (...). E antes que ela contasse a sua tragédia resolveu interrompê-la.
– Desculpe, disse, mas para eu tatuar tudo o que a senhora me contou, eu precisaria de mais três ou quatro mulheres.
Ela começou a chorar. Ele consolou-a como pôde. Depois, convidou-a para tomar alguma coisa num bar ali perto.
Estão vivendo juntos há algum tempo. E se dão bem. (...). Ele fez uma tatuagem especialmente para ela, no seu próprio peito. Nada de muito artístico (...). Mas cada vez que ela vê essa tatuagem, ela se sente reconfortada. Como se tivesse sido ressuscitada, e como se tivesse vivendo uma nova, e muito melhor, existência.

(Moacyr Scliar, Folha de S. Paulo, 10/03/2003.)

1- O trecho da crônica que mostra que o cronista inspirou-se em um fato real é
(A) a notícia, retirada da Internet, que introduz a crônica.
(B) as manobras de ressuscitação praticadas pelos médicos.
(C) a reprodução da conversa entre a secretária e o tatuador.
(D) a história de amor entre a secretária e o tatuador.

2- O fato gerador do conflito que constrói a crônica é a secretária
(A) ser mais jovem que a enfermeira da notícia.          (B) concluir que a vida não vale a pena.
(C) achar romântica a história da enfermeira              (D) ter se envolvido com o tatuador.

3- Um trecho do texto que expressa uma opinião é
(A) “Mesmo assim, decidiu fazer a mesma coisa.”
(B) “O homem não comentou; perguntou apenas o que era para ser tatuado.”
(C) “A vida é cruel, o mundo está cheio de ingratos.”
(D) “Ela começou a chorar. Ele consolou-a como pôde.”

4- O trecho do texto que retrata a consequência após o encontro da secretária com o tatuador é
(A) “Foi procurar um tatuador, com o recorte da notícia”.
(B) “Ele apanhou um caderno e um lápis e dispôs-se a anotar”.
(C) “E antes que ela contasse a sua tragédia resolveu interrompê-la”.
(D)” Estão vivendo juntos há algum tempo. E se dão bem”.